quarta-feira, 1 de junho de 2016

Dia Mundial da Criança


Este dia é comemorado desde 1950 e vai muito para além das festas e presentes que oferecemos às nossas crianças. Esta data foi instituída pelos estados-membro  das Nações Unidas com o propósito de definirem e reconhecerem os direitos de todas as crianças do Mundo, independentemente da cor, raça, género, religião, nacionalidade ou estrato social.

A Declaração dos Direitos das Crianças de 20 de Novembro de 1959, de forma resumida, estabelece que todas as crianças têm direito a:
- não serem discriminados;
- oportunidades e serviços para se desenvolverem física, intelectual e socialmente, de forma saudável e normal, em condições de liberdade e dignidade;
- a um nome e nacionalidade desde o nascimento;
- a nascer e crescer de forma saudável, sendo proporcionado acompanhamento pré e pós natal, alimentação saudável, cuidados médicos e condições de habitação;
- tratamento, educação e cuidados especiais, se fisica ou mentalmente deficientes;
- crescer num ambiente familiar de harmonia e amor;
- educação, que deverá ser gratuita e obrigatória;
- proteção contra qualquer forma de exploração ou maus-tratos;
- crescer num clima de Paz, Compreensão, Tolerância e Fraternidade Universais.

O direito à alimentação é um dos pilares do desenvolvimento físico e mental das crianças e não passa apenas por oferecer alimentos, passa também por garantir que a alimentação é segura e o mais nutricionalmente adequada possível para satisfazer as necessidades das crianças.
Nos países sub desenvolvidos, a alimentação disponibilizada para as crianças é escassa e desajustada às necessidades, levando a estados de sub nutrição com consequências no desenvolvimento físico e cognitivo dessas crianças.
Nos países desenvolvidos temos assistido a estados de desnutrição, quer por défice, com bolsas de fome a aparecerem com os refugiados e o aumento da pobreza nas populações, quer por excesso, com o aumento da ingestão de produtos alimentares altamente calóricos, mas nutricionalmente desadequados, que para além de condicionarem o desenvolvimento físico e cognitivo normal e desejado, aumentam o risco de desenvolvimento de doenças não contagiosas como Obesidade, Diabetes, Hipertensão, Dislipidemias, alguns tipos de neoplasias, o que leva a uma diminuição da qualidade de vida futura das nossas crianças.
Por isso, para além de podermos contribuir em ações de solidariedade nacional e internacional, para garantir que todas as crianças tenham acesso à alimentação, vamos trabalhar para que dentro de casa, com os amigos, nas escolas dos nossos filhos, a alimentação disponibilizada seja a mais adequada, em condições de higiene e segurança, que respeite as necessidades nutricionais e que contribua para um desenvolvimento normal e saudável, com efeitos protetores.

A alimentação é um direito das crianças... a alimentação saudável é um dever dos pais!

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